Consumidor mais inteligente

Que as mudanças que impactaram a economia em 2015 transformaram a maneira de consumir dos brasileiros, isso já sabemos. No entanto, os longos anos de estabilidade econômica, aliado a mudança do perfil de consumo e novas formas e canais o tornaram bem informados e cientes dos produtos dos quais não querem abrir mão, os consumidores fazem, mesmo em tempos de racionalização, escolhas inteligentes na hora de abastecer o carrinho.

De acordo com um novo estudo apresentado pela Kantar Worldpanel na Feira da Apas 2016, após passar por um boom, o consumo do país voltou aos índices de 2010 em volume - realidade impulsionada pela inflação de 10,7% (IPCA 2015) e desemprego de 9% (trimestre terminado em novembro 2015). Nesse cenário, em comparação com 2014, os domicílios fizeram quatro visitas a menos aos pontos de venda no ano passado, passando de 85 para 81. O número de unidades levadas para casa também caiu (-1,5%). Para equilibrar os gastos, as famílias tomaram uma série de medidas: migraram para planos de telefonia mais baratas, deixaram de jantar fora, economizaram com água, luz, e bens de maior valor agregado. No varejo alimentar, os brasileiros seguem adquirindo praticamente o mesmo número de categorias no carrinho. No entanto, o que mudou foi a quantidade comprada e a frequência, característica das "smart choices" ou “pequenas escolhas” que, segundo a Kantar, são feitas de acordo com os critérios: Planejamento da compra, busca a entrega de valor entre categorias e segmentos, saudabilidade (relação entre saudável e saboroso) e custo x benefício (promoção, formatos e embalagens são considerados). Neste cenário, industrias e varejistas tem três missões fundamentais: Conhecer seus consumidores, eliminar rupturas e se adaptar aos novos canais de consumo. Mas como fazer isso? Nos próximos posts eu conto. Namastê!

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