Efeito camaleão ou metamorfose


Comum dentro da área comercial, a necessidade dos profissional, adaptar-se as necessidades de seu cliente, mercado ou determinada situação são constantes. Falar a linguagem do cliente, valorizar seus princípios e valores, são características de um bom homem de vendas. Quantas vezes já ouvimos, “torço para o time do meu cliente”.... Exageros à parte, muitas empresas de segmentos específicos, tem em seu portfólio, produtos customizados as necessidades do seu parceiro comercial. Adaptam detalhes ao seu processo, para atender determinado cliente ou situação. O momento de agora, nos remete a outro tipo de adaptação, transformação, reengenharia, mudança, metamorfose...escolhamos o nome que melhor nos interessar. Em todos os momentos delicados, em todas as crises econômicas que já assolaram o mercado e o país, desde a época do Plano Collor, nos movimentos de Bolhas Especulativas, e até mesmo no Plano Real, que para sua efetivação gerou transtornos ao mercado, muitas empresas quebraram. Das mais tradicionais, as ditas sólidas e até mesmo as que surfavam em modas e bons momentos, muita gente não conseguiu seguir na operação. algumas sobreviveram, e outras até cresceram. Estamos mais uma vez em um cenário delicado para o mercado. Chega a hora então, de mais um momento de adaptação a situação que nos é proposta. As empresas devem então reclamar ou resignar-se e esperar que tudo no final de certo? Não! A hora é de olhar para dentro de casa. Rever e buscar oportunidades de melhoria em seus processos, diminuir custos e despesas em toda a operação, do RH a logística, de compras a indústria, do financeiro ao marketing. Mas tudo isso de forma crítica e nada tendenciosa, sem proteções e conceitos prontos, e ainda se possível, deixando os orçamentos antigos de lado, partindo de uma base zero. Feito o “Olhar para dentro de casa”, com esta mesma vitalidade, olhar para seus processos comerciais e entender gargalos, operações negativas, custos que não agregam em resultado, desinchar a estrutura, sentar com clientes parceiros e alinhar planos e ações em conjunto. Os dois lados da mesa precisam ter fôlego para superar este momento, e ainda quem sabe, até mesmo abrir mão de alguma dita “venda estratégica”. As empresas precisam acumular novas gorduras, primeiro para sobreviver ao momento difícil, em segundo, para subsidiar novos projetos, novos produtos, nichos, e novas oportunidades de crescimento na operação. Isso mesmo, neste momento de dificuldades e crise, precisamos colocar no limite nossa capacidade, sermos criativos para agredir e ocupar os espaços, segmentos, nichos e mercados que irão se criar. Alguns concorrentes não irão fazer a sua parte, terão dificuldades, deixarão flancos abertos, não terão fôlego para suportar o momento. Momentos de crise, acabam sendo momentos de glória, para os mais bem preparados a enfrenta-los.

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